Comunicação empresarial: para além do monólogo

Embora subestimada, a Comunicação dentro de qualquer empresa garante não apenas visibilidade na mídia como também um bom relacionamento entre departamentos, setores e funcionários.

Grandes empresas atualmente mantém equipes, times ou setores de comunicação em suas filiais. Esses setores, contudo, exercem um papel apenas de informante “de cima para baixo” e não no caminho inverso. As iniciativas dos grupos de comando e conselhos são noticiadas para os funcionários de baixo escalão, como auxiliares adminsitrativos e chão de fábrica.

A Assessoria de Comunicações deve ir além do relacionamento com a imprensa e a incessante preocupação de conquistar jornalistas para divulgar atividades e lançamentos de produtos.  Adotando a visão de que funcionários são “colaboradores”, conhecer as atividades diárias de cada um dos membros das equipes que movimentam as engrenagens de produção, pesquisa e vendas deve ser uma das responsabilidades deste departamento.

Um canal aberto entre funcionários e gerências ou diretorias é importante para manter todos os trabalhadores da empresa cientes e concientes do que fazem e do porquê fazem suas atividades diárias.

Algumas iniciativas são básicas e fáceis de adotar. Os jornais murais em pontos estratégicos da empresa, por exemplo, são simples de produzir e atualizar, mas mantém uma estrutura quadrada de comunicação. Ali o monólogo é legitimado. A diretoria fala e os funcionários leem, quando interessados. O mesmo ocorre com jornais, revistas ou boletins eletrônicos. O diálogo, essencial para a comunicação entre indivíduos, é perdido.

A realidade virtual e as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), estão cada vez mais presentes e este é um caminho sem volta. Sendo assim, cabe à Assessoria de Comunicação fazer bom uso destas ferramentas para estreitar as relações empresariais. Os exemplos aqui são simples: grupos de Facebook, no WhatsApp, perfis no Twitter ou grupos de e-mail e ou fóruns para discussão.

O importante em qualquer escolha é ter em mente que o monólogo não deve ser a opção. Ouvir funcionários, saber quais são suas histórias, o que os motiva trabalhar, suas razões, sonhos e objetivos de vida fazem parte da história. Afinal, se a maior parte dos regimes de trabalho contam com carga horária de 40 ou 44 horas semanais, o ambiente de trabalho é parte grande dessa vida.

Trabalhar não é uma opção para a maioria das pessoas, é uma necessidade. Nem todos encaram essa atividade com um sorriso no rosto, mas amenizar a carga negativa pode colaborar com um ambiente menos estressante e mais colaborativo.  Além disso, o mercado de trabalho atual está cheio de profissionais dispostos a aceitar salários não condizentes com seus cargos e atividades. Uma massa de desempregados pressiona os empregados como naquelas brincadeiras de acampamentos conhecida como cabo-de-guerra.

Garantir o bom relacionamento com funcionários, ouvir suas necessidades e insatisfações deve ser uma das atribuições do profissional de comunicação que pode ser um agente de mudanças positivas no cenário atual. Sem trabalhadores não há produção ou serviços. Sendo assim, valorizá-los é ou pode ser uma das ações que os assessores de comunicação, tudo depende da capacidade, senso de iniciativa e disposição da empresa e do profissional em questão.

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