Mídia e Economia: simbiose ou negação?

Atuar dentro de empresas, mesmo que na área de Comunicação, exige conhecimentos (ao menos) básicos de Economia.  As grades de disciplinas dos cursos de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, focam na formação prática do profissional para o mercado de trabalho. Embora Teorias da Comunicação e do Jornalismo façam parte da grade e, em alguns casos, noções de Economia, Sociologia e Cultura Brasileira, o conhecimento adquirido não passa do superficial e útil para a vida fora da academia.

Quando o profissional de comunicação precisa se relacionar com empresários, saber mais do mercado no qual a empresa atua e como se dá a dinâmica das relações econômicas são informações importantes nas tomadas de decisão.

Empresas não são ilhas isoladas, mesmo que possuam produtos únicos ou detém o monopólio do setor – situações cada vez mais difíceis em nossa realidade atual. Sempre há dependência com outras empresas e outros setores, seja para garantir o fornecimento de matéria prima, seja na simbiose entre produtos complementares/competitivos. Uma empresa que produz canetas, por exemplo, não está isolada no mercado. Uma gama de produtos complementares é necessária: papel, estojo, porta canetas, etc.

Frente a este cenário, o profissional de comunicação precisa estar atento ao mercado. Saber se outra empresa irá expandir suas atividades de atuação pode fazer a diferença na estratégia de comunicação com a imprensa, com os demais funcionários ou nas relações entre empresas e fornecedores. Saber, por exemplo, que o setor de papel e celulose enfrenta algum tipo de crise, pode dar munição para o assessor de comunicação para divulgar políticas ambientais promovidas pela empresa que colaboram com a contenção do desperdício.

De forma geral, a união entre Jornalismo e Economia em um único profissional permite maior independência e maior colaboração dentro da empresa na qual ele ou ela atua. Um repórter de jornal diário, por exemplo, pode ficar dependente das declarações de suas fontes especializadas se não tiver conhecimentos específicos. O mesmo ocorre com assessores dentro de empresas: ter conhecimento permite que as ideias, os textos e a atuação do profissional vá além da simples comunicação.

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